Red Hot Chili Peppers faz show 'no automático' com cover de Jorge Ben

24/03/2018

É Red Hot Chili Peppers que você quer, arroba? É Red Hot Chili Peppers que você vai ter. Meio sem vontade, meio no automático como sempre. Mas quem se importa?

Quem esteve nesta sexta-feira (23) no encerramento do primeiro dia de Lollapalooza 2018 (com todos os 100 mil ingressos esgotados) assistiu aquilo que já estava meio que no roteiro:

  • 👌O baixista Flea como o membro mais empolgado (e falante) da banda
  • 🤜 O baterista Chad como o mais competente
  • 😐 O vocalista Anthony Kiedis como o porto seguro dos fãs, apesar do tédio
  • 😥 E o guitarrista Josh Klinghoffer como o elo fraco dessa equação. Que saudades de Frusciante!

Se o guitarrista tem o defeito de não ser o Frusciante, não dá para dizer que Josh não tem consideração com o público brasileiro. Ele tocou e cantou "Menina mulher da pele preta", de Jorge Ben Jor.



Red Hot Chili Peppers toca “Menina Mulher da Pele Preta”, de Jorge Ben, no 1º dia de Lolla

Red Hot Chili Peppers toca “Menina Mulher da Pele Preta”, de Jorge Ben, no 1º dia de Lolla

Outra breve surpresa foi uma invasão de fã no palco. Nem assim Kiedis se abalou - seguiu cantando como se não fosse nada. Veja o vídeo:



Pessoa invade palco durante show do Red Hot Chili Peppers no 1º dia de Lollapalooza

Pessoa invade palco durante show do Red Hot Chili Peppers no 1º dia de Lollapalooza

Eis alguns momentos marcantes do show:

  • 😴 Momento soninho: "Californication"
  • 😮 Momento surpresa: "Aeroplane"
  • 😅 Momento agitação: "By the way"
  • 😊 Momento lindinho: "Under the bridge". Teve fã que até ajoelhou e rezou quando os primeiros acordes tocaram

Pelos fãs de Red Hot, tudo certo. Quem esteve no Lolla, ou no rock in Rio, ou em alguma das outras passagens recentes da banda pelo país, só quer cantar junto os hits da banda.

"Californication", por exemplo, apareceu em uma versão ainda mais lenta que o normal.



Red Hot Chili Peppers toca “Californicatiion” no palco Budweiser, no 1º dia de Lollapalooz

Red Hot Chili Peppers toca “Californicatiion” no palco Budweiser, no 1º dia de Lollapalooz

A rara "Aeroplane", do disco "One Hot Minute", álbum com Dave Navarro, apareceu lá pro meio do set e também trouxe sua dose de novidade.

Dose essa, porém, que foi superada pelo cover de Jorge Ben Jor puxado pelo baixista Flea. Anthony Kiedis, sempre quieto, saiu da penumbra para profetizar: "Música linda".



Red Hot Chili Peppers toca “Snow (Hey Oh)” no palco Budweiser, no 1º dia de Lollapalooza

Red Hot Chili Peppers toca “Snow (Hey Oh)” no palco Budweiser, no 1º dia de Lollapalooza

"Hump de Bump", do álbum duplo "Stadium arcadium", apareceu no Lolla Argentina pela primeira vez em um show do Red Hot em mais de 11 anos. E repetiu a dose em SP.

Apesar de ano, a faixa segue o funk rock da banda dos anos 1990. E teve até a participação do percussionista brasileiro Mauro Refosco.



Red Hot Chili Peppers toca “Otherside” no palco Budweiser, no 1º dia de Lollapalooza

Red Hot Chili Peppers toca “Otherside” no palco Budweiser, no 1º dia de Lollapalooza

O vocalista Anthony Kiedis saiu da criogenia no bis do show. Em "Goodbye Angels", correu de um canto ao outro do palco como se não houvesse amanhã. Em "Give it away", tirou a camiseta e mostrou que a vida ainda lhe e bondosa. No fim, deu californicação.

Mac DeMarco faz show com cerveja, cigarro, stand-up comedy e 'zoa' Red

24/03/2018

O cara já entrou com numa long neck de cerveja na mão e terminou dando goladas num destilado irlandês (direto da garrafa). Entre uma coisa e outra, dois cigarros, muita "zuêra" (no bom sentido) com o Red Hot Hot Chili Peppers e um som despojado, indie e agradável.

Mac DeMarco, o fanfarrão hipster doidinho, fez um show divertido. Funcionou bem como alternativo e alternativa à banda que era a principal atração desta sexta-feira (23) no Lollapalooza e tocava na mesma hora.

A inusitada apresentação do cantor e guitarrista canadense no palco Axe (o terceiro em importância do festival) teve:

  • a maior concentração de bonés (o próprio artista ama o adereço) e gorrinhos hipster de todo o Lolla
  • "tiração" com o Chili Peppers (a piada com o riff de "Give it away" foi repetida tantas vezes que perdeu a graça, um pouco)
  • mas também um trechinho de "Can't stop" e o cover final de "Under the bridge", agora na íntegra, em versão maluca cantada pelo baterista e com DeMarco na bateria
  • elogios recorrentes de DeMarco ao tradicional sanduíche de pernil do bar Estadão, no centro de São Paulo (é sério, acredite, ele chegou a fazer um freestyle incluindo os termos nos versos)
  • voltas olímpicas no palco, seguidas de uma tentativa de plantar bananeira, seguida de um cigarrinho, para mostrar afinal que ninguém ali era atleta

Ah, sim, e na banda do Mac DeMarco, os demais integrantes têm direito a um momento Derico. O baterista, por exemplo, chamou a noiva dele par ao palco. Disse que é a primeira vez do casal em São Paulo. Que bom.

Mas e o som? Mac DeMarco começa meio de freio de mão puxado, quando a postura e as gracinhas sobressaem.

Mas na segunda metade do show ele mostra que sabe agradar a galera indie com uma sonoridade calculadamente simples e honesta.

Músicas como "Ode to Viceroy" tiveram um corinho empolgado do povo (nem tão numeroso assim) que tinha fugido do Chili Peppers. "Brother", em versão meio emocionada meio irônica, levantou mãoszinhas para acima.

"Freaking out the neighborhood" e seu ótimo refrão com berros insanos do DeMarco foi excelente. A parte boa teve outras que os fãs adoram, como "My kind of woman" (teve gente emocionada; de novo, poucos) e "Chamber of reflection".

Nesta última, Mac DeMarco deu uma golada em seu destilado e derrubou o microfone, fazendo um estalo. Prioridades, enfim.

Para fechar, "Still together", a tal do improviso com "Estadão" (ele fala algo como "estadáo") e "pernil sandwich".

Mas ainda faltava o número derradeiro. DeMarco e seu baterista inverteram as posições, e o coadjuvante foi lá cantar "Under the bridge".

Na hora de assumir as baquetas, registre-se que o canadense tocou a introdução com uma mão apenas, porque segurava a garrafa companheira de todas as horas com a outra.

O povo cantou tudinho do hit do Chili Peppers (meio a sério, meio rindo), com direito a mergulho do novo "vocalista" no público e bandeira do Brasil enrolada no pescoço.

O show, então, acaba. Luzes se apagaram. DeMarco volta ao palco em seguida. Haveria bis? Geral gritava pedindo "mais um!". Mas ele só tinha vindo buscar o boné. E mostrar a barriga.

Palco Perry cresce no Lollapalooza e vira universo paralelo com eletrônica e espaço maior

24/03/2018

O Palco Perry parece um universo paralelo no mar de chapéus, óculos de sol e camisetas xadrez do Lollapalooza. Com line-up voltado para música eletrônica, o espaço atraiu os que piram ao ouvir os drops combinados com uma iluminação poderosa.

Neste primeiro dia de festival, os DJs Sevenn, Kyle Watson, FTampa, Shiba San, What So Not, Alison Wonderland, DVBBS, Galantis e Alok tocaram para uma turma considerável desde o começo do primeiro dia do festival.

O brasileiro FTampa fez um set com mashups como o que uniu "Candy Shop", do 50 Cent, e "Can't Feel My Face", de The Weeknd.

"Hoje é sexta, tá cedo, mas a galera veio mesmo", disse ao G1 nos bastidores. Ele lembrou da primeira vez que tocou em 2014. "Cheguei aqui sozinho, fiquei no camarim e toquei. Hoje já tenho uma equipe, estrutura", conta o DJ. Ele ficou para ver Galantis e Red Hot Chili Peppers.



Alok toca

Alok toca "Play Hard" no palco Perry's, no Lollapalooza 2018

Teve até 'Bum bum tam tam'

Algumas horas depois, Alison Wonderland subiu ao palco. Teve até "Bum Bum Tan Tan" no set, a DJ australiana surpreendeu com funk.

Com a bandeira brasileira no pescoço, ela falou que "queria tocar aqui para sempre". Além de sua nova música "Church", a DJ tocou "New Rules", da cantora inglesa Dua Lipa.

Na grade desde o começo do festival, Benício Viana, 18 anos, não sentiu o cansaço bater. "Quando a pessoa gosta não tem como", conta o estreante no Lolla.

Em todo este tempo, ele se alimentou de salgadinhos e biscoitos. Foi o combustível para ter forças para ver atração mais esperada por ele: DDVBS.



Alok toca

Alok toca "Lions In The Wild" no palco Perry's, no Lollapalooza 2018

Atmosfera diferente

A combinação de luz e som é um diferencial perceptível do Palco Perry. Seguindo a pulsação da música, as luzes contribuem para o frenesi coletivo. "Se não fossem as luzes, seria só a batida e isso eu escuto em casa", explica o estudante Calvin Henrique.

Ele disse que o investimento nos três dias do festival vale a pena. "É uma coisa que me faz bem. Você vê uma pessoa com a camiseta de um DJ que você gosta, aí você já faz amizade". Ele só saiu do palco Perry para ver Red Hot Chili Peppers.

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